HTML 5 – Mocinho ou vilão?
jan17
Muitos acham ainda não é hora de gastar energia e tempo desenvolvendo um site para os navegadores mais recentes para depois ter que “corrigir” o código pensando nos navegadores antigos, mas se pensar assim, você vai ficar para trás.
Bom, todos sabemos que toda tecnologia nova vem para acrescentar algo bom. Às vezes é complicado aceitar novas metodologias se elas não trazem em si grandes mudanças no funcionamento ou na estrutura. Foi assim com a mudança do HTML para o XHTML. No inicio foi difícil, porque era só uma maneira correta de escrever e deixar o código mais leve. Porém com o passar do tempo vimos que ele trouxe muitos benefícios na produção de projetos web.
Ao se passar para o XHTML surgiu também uma preocupação maior com o css. Sua estrutura então foi mais organizada, com as brigas acirradas para conseguir melhores resultados nos buscadores, qualquer ponto positivo estava fazendo a diferença. Então com o passar do tempo vimos uma migração muito grande por parte dos desenvolvedores, que agora estão mais preocupados com detalhes não somente funcionais como estruturais.
E o HTML 5?
O HTML 5 tem um objetivo muito funcional e com muitas interações, que antes não eram possíveis. Eu vejo o HTML 5 como uma linguagem universal para a padronização da semântica. Com certeza ele não veio para atrapalhar, por mais que navegadores renomados ainda não disponham de suporte para tal linguagem ( e sabemos o quão difícil é a migração de navegadores através dos usuários normais, exemplo migração do IE6 para o IE7) . Hoje existem possibilidades de fazer o código funcionar nos navegadores através de um arquivo .js.
Antes de criticar, vamos conhecer as suas principais mudanças.
Elementos de estrutura
<header> – cabeçalho da página ou de uma seção (não confundir com a tag <head>);
<section> – cada seção do conteúdo;
<article> – um item do conteúdo dentro da página ou da seção;
<footer> – o rodapé da página ou de uma seção;
<nav> – o conjunto de links que formam a navegação, seja o menu principal do site ou links relacionados ao conteúdo da página;
<aside> – conteúdo relacionado ao artigo (como arquivos e posts relacionados em um blog, por exemplo).
Elementos de conteúdo
<figure> – usado para associar uma legenda a uma imagem, vídeo, arquivo de áudio, objeto ou iframe:
<figure id=”figura01″>
<legend>Figura 1. Esquema de uma página em HTML 5</legend>
<img src=”html5.png” alt=”Estrutura do HTML 5″ />
</figure>
<canvas> – através de uma API gráfica, irá renderizar imagens 2D dinâmicas que poderão ser usadas em jogos, gráficos, etc;
<audio> e <video> – usados para streaming (transmissão pela internet) de áudio e vídeo. É uma tentativa de criar um padrão em todos os navegadores como acontece hoje com as imagens:
<audio src=”musica.mp3″ autoplay=”autoplay” loop=”20000″ />
<video src=”video.mov” width=”400″ height=”360″ />
<dialog> – junto com as tags <dt> e <dd> será usado para formatar um diálogo:
<meter> – usada para representar medidas, que podem ser de distância, de armazenagem em disco, etc.
Conclusão
A maioria dos navegadores usados hoje em dia ainda não têm suporte a HTML 5, e nem todas as novas tags estão completamente definidas. Muitos acham que ainda não é hora de gastar energia e tempo desenvolvendo um site para os navegadores mais recentes para depois ter que “corrigir” o código pensando nos navegadores antigos. Além disso, a própria W3C admite que as especificações atuais ainda não são definitivas e podem sofrer revisões.
Por outro lado, algumas pessoas defendem que toda tecnologia nova deve ser colocada em prática para evoluir, encontrar erros e estabelecer melhorias. A resistência sempre vai existir, como aconteceu com os padrões web, na migração do IE 6 para o IE 7. Na minha opinião, temos sim que aprender a usar a nova tecnologia e o que não funciona, arrumar uma saída para corrigir, pois o HTML 5 veio para ficar assim como novos navegadores e novas API’s.
O que eu deixo para vocês é, que estamos passando por mudanças bruscas. É melhor acompanhar as novas tendências para não ficarem para trás.
Autor: Raphael Monteiro
Texto extraído do site Outro Lado. Para acessar o artigo original, clique aqui.
julho 22nd, 2010 at 0:31
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